Porque aquilo que é dito pode sempre ser retirado.

21:11

Aqui estou eu, mais uma vez, a escrever-te.

Foram tantas as cartas e os pedaços de papel rasgado nestes últimos meses que já nos gastei as palavras.



Meu amor, porque sempre o foste e nunca deixarás de o ser.

Escrevo-te esta última carta, tão diferente de todas as outras. Desta vez, não te escrevo marcada pela tristeza nem por toda a raiva que já te senti.

Nada disso agora.
Neste momento, só a nostalgia de tudo o que tivemos e perdemos, por erros meus e teus, vejo agora.

Escrevo-te para que me perdoes por tudo o que recebi e não te dei.
Escrevo para perdoar tudo o que dei e não tive.
Escrevo por tudo o que tivemos e partilhámos.
Escrevo por tudo o que ainda sinto mas já não quero.
Escrevo-te por estar, finalmente, a desistir mas já sem mágoa, meu amor.
Escrevo, ainda e principalmente, para te agradecer. Estes, quase, dois anos foram uma maravilha, apesar de tudo.
Escrevo, também, para não te esquecer nem o que tivemos porque, como já disse apesar de tudo, quem iria querer esquecer os melhores momentos da sua vida? Ainda tivemos muitos desses.
Por tudo o que te digo agora, neste caso, não posso retirar o que já foi dito, não posso alterar a realidade em que nos encontramos agora.
Mas obrigada.
Sempre, obrigada, meu amor.

Carolina C.

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